Parrachos de Maracajaú

Subindo um pouco mais pela costa do Rio Grande do Norte, chegamos a Maracajaú. A vila de pescadores tem aproximadamente 2.000 habitantes e é cercada de dunas, coqueirais e lagoas. Depois de encontrarmos uma pousada, fomos atrás das operadoras locais para um bate-papo. A principal atracão da região são os passeios turísticos para os parrachos, bancos de corais que estão a 7Km da praia e fazem parte da APA dos Recifes de Coral, que tem como principal objetivo preservar esta área de alimentação e reprodução das espécies marinhas, criando um ordenamento pesqueiro coibindo a pesca predatória e controle de fluxo turístico.

Com águas claras e calmas e MUITA diversidade de peixes, o lugar é ideal para snorkelling e para os iniciantes, mas não deixa de ser ótimo para mergulhadores experientes que não fazem questão de profundidade. Variando de 2m a 4m, dá para ficar um bom tempo curtindo de baixo d’água e se entretendo achando os animais nas infinitas tocas.

Nosso primeiro mergulho foi com a Maracajaú Diver, que é ‘comandada’ pelo nosso amigo Ziggy. Depois de uma longa conversa, que nos ajudou a entender melhor as condições e realidades do local, partimos de lancha para a plataforma flutuante da operadora, nos parrachos. Logos caímos na água para não perder tempo, já que a maré logo ia encher e queríamos aproveitar nosso mergulho ao máximo! Com uma visibilidade de pelo menos 15m e água bem quentinha, as estrelas do mergulho com certeza foram as moréias-pintadas – no meio de um mar de baba-de-boi, elas se exibiam a toda hora! Também existe uma espécie de alga que parece um cacho de uva, que me deixou encantada.

No nosso segundo dia, com o tempo bem nublado, embarcamos no catamarã da Portal de Maracajaú. Dessa vez resolvemos treinar a apnéia e fizemos um snorkelling divertidíssimo. Mais uma vez, muitas moréias e peixes recifais. Os tão conhecidos sargentinhos faziam a alegria dos turistas e mais no fundo nadavam a mil as garoupinhas-pintadas.

Infelizmente nossos dias estão mais corridos do que nunca e não pudemos ficar mais tempo ali. Apesar de não termos saído com eles, fomos conhecer a estrutura da Parrachos Turismo, que fica dentro do Ma-Noa Park, um parque aquático a beira-mar. A empresa cuida de toda a parte náutica do parque e também oferece passeios, discovery scuba e saídas para credenciados.

Resumindo um pouco (muito) o que aprendemos ali, o mais interessante foi ver a inclusão social que foi feita com os pescadores. A grande maioria dos staffs das operadoras são ex-pescadores, que estão recebendo instrução adequada para trabalhar com mergulho e tem muita experiência e histórias para contar.

Com mais essas lembranças e ‘bagagens’, seguimos nosso caminho para o Ceará!

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