Linda Fortaleza

Depois de alguns dias ‘fora do ar’, em Fernando de Noronha, voltamos ao continente. Antes de contar sobre nossos dias no arquipélago, vou escrever um pouquinho sobre nossa experiência em Fortaleza. Depois de quase 7 meses na estrada, finalmente chegamos ao nosso ponto final da subida. Tínhamos a idéia de chegar até São Luis do Maranhão, mas infelizmente não conseguimos a verba necessária e encerramos nosso trajeto de ida na capital cearense.

Chegamos cheias de expectativa. Já tínhamos ouvido muita gente dizer que ali era ‘hard core’, que só com muito dramim na veia, que havia muita corrente e que os pontos de mergulho eram longe e difíceis. Bom, para ser sincera, a essas alturas a gente estava esperando ‘o pior’. Depois de deixar as coisas no hotel, fomos até o Clube Náutico conhecer o pessoal da Atlantida. O Eduardo nos recebeu super bem e já nos convidou para cair na água – ele ia começar uma aula prática, em uma piscina de 5m de profundidade, com uma noite quente e uma lua lindíssima. Apesar de muitíssimo tentadas, resistimos e fomos descansar e nos preparar para o mergulho do dia seguinte.

Como a Atlantida ia operar em Jericoacoara naqueles próximos dias e os barcos já estavam por lá, o Eduardo e o Ciro (Doc Dive), fizeram de tudo para nos levar para conhecer as águas de Fortaleza. Depois de um almoço bem caseiro (do qual estávamos morrendo de saudades) na casa do Ciro e de carregar os equipamentos, saímos a bordo de uma lancha rápida, em direção ao Parque Marinho da Risca do Meio.

Não vou mentir pra ninguém e dizer que não balança, mas realmente não é assim tão grave. Nada que um dia de vento em Natal, Recife ou mesmo na Laje de Santos fique atrás. Depois de uns 40 minutos de navegação chegamos ao Cabeço do Arrastado. A correnteza na superfície estava fraca e pudemos descer sem nenhum problema. O mergulho foi IMPRESSIONANTE! A quantidade de vida me deixou boba: ciliares, frades, frades-brancos, bodiões, lagostas, moréias e esponjas eram vistos a todo momento. Para onde quer que eu olhasse, havia uma infinidade de peixes e cores. Como caímos na água um pouco tarde, já havia pouca luz, mas a visibilidade estava boa, em torno de 12m e a água bem quentinha, com uns 27ºC. A primeira impressão foi ótima e se tivéssemos levado lanterna, eu teria topado um segundo round noturno. :)

No dia seguinte foi a vez de sair com a galera do Mar do Ceará. Dessa vez em uma traineira, levamos um pouco mais de 1h30 para chegar ao Parque, tempo esse que foi muito bem gasto conversando com o Marcus sobre os mergulhos em Fortaleza e o Mergulhando na Estrada. Chagamos ao Cabeço do Balanço e logo caímos na água. Com uma visibilidade de uns 8m, e água quente mais uma vez, foi outro excelente mergulho. De novo ciliares, frades, moréias, lagostas e esponjas lindíssimas, vimos até um tubarão-lixa e um peixe-trombeta juvenil que era a coisa mais fofa! Como algumas pessoas não estavam se sentindo muito bem e a galera no nordeste é mal acostumada em relação à visibilidade, resolvemos abortar o segundo mergulho e voltar mais cedo para casa.

A conclusão que eu tirei depois da nossa experiência foi que os mergulhos valem a pena SIM, o lugar é lindo SIM, não precisa ser macho NÃO e é só saber que o balanço e as ondas fazem parte desse nosso amado oceano :) Foi um privilégio ter conhecido o mar cearense e todos nos receberam muito bem. Para encerrar o dia e nossa estada em Fortaleza, fomos conhecer pessoalmente uma super apoiadora do nosso Projeto, a Ana Flávia Pantalena e mais uma vez nos sentimos em casa. Nosso ‘final de subida’ não poderia ter sido melhor, obrigada a todos e até a próxima!

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