Esmeralda do Atlântico

Antes de começar a contar sobre nossos dias em Fernando de Noronha, preciso agradecer mais uma vez nossos parceiros, que tornaram nossa ida possível. Como todos sabem, dessa vez tivemos que sair da estrada e ir pelos ares, e isso tinha complicações ($) extras para nosso projeto. Aqui vão então nossos sinceros agredecimentos à Atlantis Divers, Blue Noronha e Restaurante Flamboyant: muito obrigada por nos ajudarem a incluir essa ilha maravilhosa em nosso trabalho e nos proporcionarem momentos tão gostosos e inesquecíveis.

O Arquipélago é formado pelo topo das montanhas de uma cordilheira de origem vulcânica, com sua base localizada há cerca de 4.000 metros de profundidade: a Dorsa Mediana do Atlântico. Todas as ilhas do arquipélago são de origem vulcânica, possuindo também grande quantidade de rochas sedimentares. Devido a movimentos ocorridos nas placas tectônicas, estas se romperam, fazendo a lava brotar por rachaduras no fundo do oceano. Essa lava após sair pelas rachaduras se solidificava, e quando atingia a superfície, onde hoje é o arquipélago, formava as ilhas. Nesse trajeto trazia consigo grande quantidade de material sedimentar que compunha o fundo do oceano, e que também chegava a aflorar junto com a lava. Sendo assim, as ilhas são compostas por rochas basálticas (rochas escuras de origem vulcânica) e rochas sedimentares, formadas por materiais depositados e solidificados no fundo do oceano durante muito tempo, e depois trazidos à tona junto com a lava. As rochas sedimentares representam 75% de área do arquipélago. A costa apresenta paredões íngremes, pontões e reentrâncias que através da erosão, formaram-se platôs e praias de seixos e areia comum.

Depois de ter acostumado a sempre ir dirigindo, foi estranho ficar sentada esperando que alguém nos levasse ao nosso destino, mas não tenho do que reclamar, preciso confessar que achei ótimo! :D O voo foi tranquilo e antes de perceber, já estávamos sobrevoando a ilha e deixando o queixo cair com a beleza daquele lugar. Minutos depois já estávamos matando a saudade de andar de buggy, a caminho da Pousada Dois Irmãos. Fomos super bem recebidas pelo Caco e mais uma vez nos sentimos muito bem-vindas. Depois de conversar um pouco sobre o projeto e conhecer a simpatissíssima pousada, saímos para agendar nossos primeiros mergulhos. Eu tive a oportunidade de trabalhar na Atlantis Divers no ano passado, e foi um enorme prazer reencontrar o pessoal que ainda está por lá e matar a saudades.

Nessa época do ano, o chamado Mar de Dentro (do lado abrigado da ilha) tem condições incríveis, com a água muito limpa e calma, enquanto o Mar de Fora está normalmente muito mexido e com muita corrente, por isso todos os nossos mergulhos foram do lado abrigado. Apesar de continuar com saudades de pontos como as famosas Pedras Secas, os mergulhos foram nada menos do que espetaculares! Fizemos 4 saídas com a Atlantis, e visitamos os pontos: Cagarras Fundas, Ressurreta, Ilha do Meio, Canal da Rata, Caverna da Sapata, Laje Dos Dois Irmãos, Cabeço das Cordas e Macaxeira. Assim que voltarmos para casa vamos começar a incluir os pontos de mergulho de cada local, com descrições e fotos, então agora vou resumir um pouco. Foi um mergulho melhor do que o outro.

Além dos tradicionais peixes recifais vistos por ali, como tesourinha, budião, papudinha, frade, cangulo-preto, dentão, xira e outros vários, vimos vários tubarões-lixas, raias-prego e barracudas e um ou outro tubarão-de-recife e tubarão-limão. Mas as estrelas mesmo foram um mero e uma raia-manta maravilhosa. O mero tem sido visto no Canal da Rata, e é extremamente dócil e paciente com todos os mergulhadores e fotógrafos que querem uma lembrança sua. A raia-manta nos surpreendeu no final de um mergulho também no Canal. E nós não só avistamos o animal, nós podemos dizer com orgulho que mergulhamos com ela. A raia apareceu e aparentemente ficou se divertindo com a gente, deu várias voltas ao redor do grupo, passou bem pertinho de todo mundo e permitiu que admirássemos sua beleza de tirar o fôlego. Mesmo sem poder falar, era óbvia a alegria do grupo: uns levantavam os braços, uns faziam sinais de ‘wuhuuu’, uns davam risada e alguns mais doidos até dançavam com os braços abertos (como a Cacá). Foi sem dúvida um dos mergulhos mais incríveis e emocionantes da minha vida. Não posso esquecer de comentar que foi nesse mergulho também que conhecemos a Suzete, uma mergulhadora singular! Hahahaha

Foi um prazer dividir mergulhos, risadas e alegrias com todo pessoal que reencontramos e conhecemos e deixo aqui algumas fotos para ilustrar nossos primeiros dias nas águas de Noronha.

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