Despedida de Noronha

Depois de 8 mergulhos incríveis com o pessoal da Atlantis Divers, reservamos nossos últimos dias na Ilha para participar das operações nas outras 2 operadoras do Arquipélago.

O domingo de manhã foi a bordo do Mero Véio, embarcação utilizada pela Noronha Divers, e quem nos recebeu muitíssimo bem foi o Tobias, instrutor de mergulho e ex-parceiro de trabalho e amigo da Júlia. Com o barco quase lotado, fomos em direção Noroeste do Arquipélago, onde encontram-se as Ilhas Secundárias, constituídas por pequenas ilhas e rochedos, inabitadas e que fazem parte do Parque Nacional Marinho, onde só é permitido o desembarque com licença do ICMBio.

Nosso primeiro mergulho foi Cagarras Fundas, uma costa rochosa com profundidade de até 32 metros excelente para drift-dive e multi-nível, que foi exatamente o que nosso guia, Tobias, nos propôs. Foram aproximadamente 45 minutos de fundo num mergulho paisagístico impecável, com direito a grandes barracudas, moréias-verdes e uma aparição relâmpago de um tubarão-limão adulto que fez a alegria de quem conseguiu avistá-lo mesmo de longe.

Nosso intervalo de superfície  foi dedicado a observação do comportamento de grupos de golfinhos-rotadores que estavam nas águas abrigadas da região entre ilhas. Essa área é utilizada pelos golfinhos principalmente para descanso, reprodução e alimentação de seus filhotes. Após recarregarmos as energias, caímos na água para conhecer o lado direito da Ilha do Meio, novamente o Tobias nos guiou pelo local, nos mostrando muitas entradas entre as rochas, caverninhas, raias e filhotes de moréia de só quem conhece muito bem o lugar sabe onde se encontram e assim, nos proporcionam mergulhos seguros, tranquilos, agradáveis e lindos.

Nosso último dia de mergulhos foi segunda-feira a tarde, com a galera da Águas Claras, e dessa vez fomos em direção oposta aos mergulhos de domingo, navegando rumo sudoeste em direção a famosa Caverna da Sapata, maior caverna do Arquipélago, possuindo 15 metros de altura, 25 metros de profundidade e 30 metros de comprimento, situando-se na extremidade sul da Ilha. Ao entrarmos na caverna encontramos um fundo arenoso com diversas raias-pregos encobertas de areia, descansando. O visual é alucinante e inesquecível. Tanto que nosso segundo mergulho do dia e, infelizmente, nosso último em Noronha, foi um drift-dive na parte direita da Caverna. Um costão rochoso colonizado de corais, esponjas, algas e muitos peixes recifais e alguns cardumes oceânicos de passagem, como xaréus e barracudas, maiores e mais ariscos que os recifais.

E finalmente, no nosso último dia ilhadas, mesmo debaixo de chuva e tempo feio, não pudemos deixar de conhecer a Navi, uma hidronave com tecnologia russa que chama a atenção por sua lente gigante na parte da proa da embarcação e que permite ver o fundo do mar aproximado e sem distorções. Além disso, antes do passeio é dada uma aulinha de oceanografia experimental e também de educação ambiental por um biólogo responsável. É uma experiência enriquecedora tanto para os mergulhadores quanto para aquelas pessoas que, por um motivo ou por outro, não podem praticar nosso tão apaixonante esporte.

Após nosso “mergulho-seco” foi hora de arrumar as malas, tomar o delicioso “chá das 17h” na Pousada Dois Irmãos e nos despedirmos dos nossos novos amigos, Carlos e Caco. Nossa estadia foi uma delícia, a pousada é super aconchegante, os meninos são super atenciosos e mais uma vez conseguimos nos sentir em casa nessa longa jornada.

This entry was posted in Foto-sub, PE and tagged , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink.

Leave a Reply